Informe seu e-mail para receber nossa Newsletter:

Newsletter:

Curiosidades

CURIOSIDADES SOBRE O CAVING E ESPELEOLOGIA

CURIOSIDADES SOBRE O CAVING E ESPELEOLOGIA

Os primeiros estudos em cavernas no Brasil se iniciaram com o dinamarquês Peter Wilhelm Lund, entre 1835 e 1844.


 

A história da Espeleologia é tão antiga como o próprio homem, já que as cavernas foram em tempos pré-históricos, o abrigo que o protegia das intempéries e dos animais selvagens. Os achados mais antigos da presença do homem nas cavernas datam de 450 mil anos. Com a evolução deste primata, surgem as primeiras pinturas rupestres, ilustrando principalmente cenas domésticas e de caça. Com o fim das eras glaciares, o homem abandona as grutas e instala-se nos campos.

 

As cavernas passam a servir de armazéns, lugares de culto ou túmulos funerários. Na idade média dá-se uma regressão de mentalidade, passando as cavidades a serem consideradas lugares do demônio e onde se escondem os leprosos e os doentes da peste. Pouco a pouco as cavernas começam novamente a ser alvo de visitas e explorações, sendo alvo de estudos científicos a partir da segunda metade do séc. XIX. Agora já não é a busca de proteção, mas sim a curiosidade, que faz o homem regressar às grutas. As primeiras expedições de caráter científico eram motivadas pela Paleontologia, ciência que busca os vestígios do homem e dos animais pré-históricos.


Os primeiros estudos em cavernas no Brasil se iniciaram com o dinamarquês Peter Wilhelm Lund, entre 1835 e 1844. Seus estudos em Lagoa Santa - MG, levaram-no ao descobrimento de fósseis pertencentes ao "Homem da Lagoa Santa" raça que habitou as cavernas de Minas Gerais há milhares de anos atrás, além de reunir uma das maiores coleções fósseis da época.

O primeiro levantamento sistemático de cavernas em São Paulo, deu-se entre 1895 a 1906, na região de Iporanga, pelo alemão Ricardo Krone. Além dos estudos paleontológicos para o Museu Paulista, Krone dedicou-se a estudos arqueológicos (sambaquis) e etnográficos no sul de São Paulo. Coube a ele o primeiro cadastro espeleológico do país, com 41 cavernas descritas no Alto Vale do Ribeira.

 

Na década de 50, vários profissionais chegam ao Brasil a trabalho e começam a difundir a espeleologia, principalmente os franceses. Em 1959, chega ao Brasil o engenheiro Michel Le Bret, que imediatamente se incorpora ao já existente CAP - Clube Alpino Paulista e incentiva a criação do seu departamento de espeleologia.

 

Juntamente com outros espeleólogos europeus como Peter Slavec, Pierre Martin e Guy Collet e brasileiros como José Epitácio Guimarães, Pedro Comério, Luís Carlos de Alcântara Marinho, Salvator Licco Haim, Geraldo Bergamo Filho, além de outros, a espeleologia brasileira alcança um alto nível técnico e várias pesquisas são desenvolvidas.

 

Foram retomados os trabalhos de Krone no Vale do Ribeira e em 1964 se realiza o primeiro Congresso Brasileiro de Espeleologia, na Gruta Casa de Pedra em Iporanga. Em 1969, após três congressos, foi criada a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE). A partir de década de 70 são criados diversos grupos de espeleologia.

 

A espeleologia brasileira é uma das mais organizadas e desenvolvidas do mundo, atualmente são mais de 1200 sócios da SBE distribuídos em quase cem grupos espeleológicos, com mais de 2500 cavernas cadastradas, este número representa pouco mais de 5% do potencial espeleológico.

 

O IBAMA criou um departamento que cuida exclusivamente dos assuntos espeleológicos, o CECAV que vem trabalhando conjuntamente com a SBE. Os poderes públicos e a população em geral estão se conscientizando da importância da preservação da natureza e em especial das cavernas.


Alguns dos Equipamentos utilizados para explorar cavernas:

 

- Cinto cadeirinha e peitoral;
- Corda do tipo estática de 10 mm ou 11 mm;
- Descensor;
- Cabo solteira para auto-segurança - Mosquetões com trava e sem trava (6) - (ovais com e sem trava e de gatilho curvo para solteira);
- Roupa de neoprene ou macacão;
- Capacete;
- Carboreteira;
- Lanterna à prova d´Água;
- Luvas de neoprene;
- Mochila estanque ou vazada;
- Calçado (botas de neoprene com solado reforçado ou botas resistentes a Água);
- Fitas tubulares (de 20 mm de 2,3 e 4 metros com cores distintas);
- Anéis de fita (tamanhos diversos);
- Cordas estáticas (9 a 10,5 mm);
- Blocantes (punho, croll, shunt);
- Kit de grampeação (martelo, batedor, plaquetas, spits de 8 mm);
- Outros: roldanas, proteções de corda, cordeletes 6 mm, malhas rápidas P15, head lamp, mosquetões de aço com trava, manta de sobrevivência, kit de primeiros socorros, apito FOX 40; canivete e proteção para mapas.

 

 

Referência: Ecoventure

 

 

Voltar

PUBLICIDADE