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ECONOMIZE ÁGUA

ECONOMIZE ÁGUA

Garanta a redução dos custos e proteção ao meio ambiente


 

20.08.2008

 

O engenheiro agrônomo Gilmar da Silva quantificou a economia gerada pelo uso da água de chuva. Ele realizou os estudos de caso de uma fábrica de mancais de Araras e de uma escola pública de Limeira.

Para fundamentar sua pesquisa, recorreu à média histórica de chuva de dez anos e às condições de captação das águas, relacionando-as com o preço do metro cúbico. A economia na conta de água da escola, em um ano, foi de R$ 559, enquanto na empresa o valor foi bastante superior - R$ 2.320, no mesmo período.

O estudo se transformou em tese de doutorado, defendida na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). "Hoje é de vital importância buscar formas que levem ao racionamento de água potável. Uma das alternativas é fazer uso da água de chuva, disponível na natureza, para ganhos ambientais das futuras gerações. É possível usar a água de chuva para descargas, lavagem de pisos e irrigação de plantas", diz Silva.

Uso de água de chuva não é regulamentado

O fato de não existir uma portaria ou resolução que discorra sobre o aproveitamento da água de chuva dificultou o trabalho do pesquisador. Na fábrica de mancais, o engenheiro fez a coleta da água em quatro pontos distintos - telhado, calha, cisterna e cisterna filtrada, para a análise dos aspectos físico-químicos e bacteriológicos.

Ele reconhece que ocorreram algumas contaminações bacteriológicas, mas nada que influenciasse negativamente a possibilidade de uso em áreas de produção. A empresa, ao utilizar a água armazenada na cisterna, teve custo anual de R$ 4.918, quando usou somente a rede pública, apresentou gasto anual de R$ 7.238.

Concessionária particular de água

Um meio eficaz de economizar água é por meio da contratação de concessionárias particulares de água. A General Water, fundada em 2000, foi a primeira delas no Brasil. A companhia de gestão de recursos hídricos implanta sistemas de abastecimento de água potável e de reuso de água para empresas. O diretor comercial Ricardo Ferraz explica que a água provém da própria área em que está localizado o cliente.

Por exemplo, no caso do sistema de água potável, a General Water perfura poços de grande profundidade, de pelo menos 350 metros. São poços de alto desempenho que garantem água subterrânea, protegidas contra agentes de contaminação. "Na Grande São Paulo, a água tem minerais em excesso, por isso realizamos uma adequação para o padrão de potabilidade", explica Ferraz.

"Poucas pessoas sabem, mas a água subterrânea é a principal fonte de água doce do planeta, com 97% do total. É uma água em estado de proteção natural, o que significa que não está sujeita à ação do homem. Além disso, por meio da concessionária privada, o empresário deixa de consumir a água da concessionária pública, beneficiando a população. Outros pontos positivos: se gasta menos dinheiro (o valor por metro cúbico é inferior, na comparação com a água da concessionária pública) e quem banca a implantação do sistema é a concessionária, e não o empreendedor", explica ele.

Já o sistema de reuso da água tem como objetivo reduzir o gasto de recursos hídricos. A água reutilizada não é potável, mas já garante uma economia. "Uma empresa de médio porte economiza 50% em média, por mês", diz o diretor comercial.

Burocracia envolvida

Os sistemas são compactos, segunda a General Water. "Em uma área com 50 metros quadrados, já dá para implantar o sistema", garante Ferraz. Para embarcar nessa aventura, entretanto, é preciso obter uma licença do Departamento de Água e Energia Elétrica, que é o órgão estadual responsável. A demora para obtenção do respaldo varia entre três e seis meses.

Uma vez obtida a licença, demora entre três e quatro meses para implantar o sistema de água potável, e até seis meses para o sistema de reuso de água. Nesse meio tempo, as atividades da empresa não são comprometidas. A concessionária paga a implantação do sistema. A única ressalva é que, para ser viável para ela, a empresa deve ser uma grande consumidora da água.

No caso da General Water, a operação e a manutenção do sistema são realizadas durante todo o tempo de contrato, que costuma ter dez anos, em média. O Ipê Clube, na zona sul de São Paulo, foi um dos empreendimentos que optou pelo sistema de água potável. O engenheiro Marcelo José Gameiro conta que a decisão foi tomada após constatação de que o custo era inferior ao custo da água da Sabesp. "Em três anos, cortamos os gastos pela metade. Foi muito vantajoso", diz ele.

Shopping garante 50% de economia

O ABC Plaza Shopping, em Santo André, na região do ABC paulista, também apostou na concessionária particular de água, obtendo uma economia de 50% na conta de água. A reutilização dos recursos hídricos é feita por meio do sistema Vertreat, que promove a reciclagem de esgotos sanitários, utilizando um reator vertical que não emana odores, tem baixíssima geração de lodo e pequena ocupação de espaço.

Já o abastecimento de água potável foi possível graças à perfuração de três poços artesianos de 400 metros de profundidade para captação de águas subterrâneas, que são devidamente tratadas numa estação de tratamento de água. Após servir à rede de lojas do shopping, a água explorada é tratada numa estação de tratamento de esgoto de 50 metros 2 instalada na área de estacionamento do shopping.

A água desse processo de reuso é desinfetada e esterilizada, além de receber uma coloração azulada para ser identificada, e então destinada a descargas de vasos sanitários, rega de jardins e lavagem de pisos.

 

 

 

Referência: InfoMoney

 

 

 

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