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EXAGEROS CUSTAM ATÉ R$ 150 POR MÊS

EXAGEROS CUSTAM ATÉ R$ 150 POR MÊS

Comprar supérfluos e por impulso faz mal para o meio ambiente e também para o bolso, conforme análises


 

20.10.08

 

Você já pensou na quantidade de água que utiliza para escovar os dentes, tomar banho, lavar a louça, a roupa ou o carro? Ao deixar um cômodo, você apaga a luz? Você se preocupa em casa, na escola, no trabalho, em reciclar o papel que não tem mais utilidade ou o joga diretamente no lixo?

Quando vai fazer compras, adquire realmente o que necessita, ou, por atos compulsivos e sugestões de publicidades, vai adquirindo produtos supérfluos? Você já calculou o impacto no seu bolso com o consumo desenfreado, não sustentável?

De acordo com um levantamento do Instituto Akatu, esse gasto para um adulto pode chegar a R$ 150,00 por mês. No entanto, há alternativas para reduzir esse gasto a quase zero. "Fazer o consumo sustentável, hoje, está ao alcance de todos. Basta determinação.

O consumidor pode, por meio de suas escolhas, buscar maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos dos seus atos de consumo, e desta forma contribuir com seu poder de consumo para construir um mundo melhor. Isso é consumo consciente. "Em poucas palavras, é um consumo com consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade", disse o técnico do instituto Ricardo Oliani.

DICAS


O consumo desenfreado pode ser "segurado" em diversas áreas: água, alimentos, reciclagem, energia. Entre as dicas para reduzir o consumo de água está a instalação de torneiras com sensores automáticos. De acordo com o levantamento do Akatu, o consumo de água pode sofrer uma economia de até 40% com a medida.

"Um exemplo é de um edifício de dez andares, onde circulem cerca de 2 mil pessoas, em média, por dia. Se cada uma dessas pessoas utilizar a torneira dos lavatórios 1 minuto por dia, serão gastos 32 mil litros de água diariamente nesta atividade. Se o edifício trocar todas as torneiras por aquelas com sensores de funcionamento automático, que só abrem quando as mãos se aproximam delas, a economia de água chega a 40%", disse Oliani.

Ele contou que, se 20 edifícios tomarem a mesma medida, em cinco anos serão poupados 470 milhões de litros de água, o suficiente para abastecer 7 mil pessoas em um ano. Na energia, um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia (Abesco) revelou que o País desperdiça cerca de R$ 10 bilhões por ano em petróleo, eletricidade e gás natural.

"Para se ter uma noção da gravidade desse número, só para construir a hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, localizada na Região Amazônica, serão necessários R$ 8 bilhões. A potência estimada da nova usina de Jirau é para a produção de 3.300 megawatts. É como se a cada ano jogássemos fora mais de uma usina hidrelétrica desse porte", disse a diretora-executiva da entidade, Maria Cecília Amaral.

O cálculo, segundo ela, representa 5% do volume de eletricidade distribuído por todas as concessionárias de energia do País somado à produção de petróleo pela Petrobras. Em termos financeiros, o valor pode crescer ainda mais já que a cotação do barril de petróleo vem batendo sucessivos recordes de preço.

Na reciclagem, a recomendação é dar preferência a produtos concebidos nas bases do ecodesign. "Eles consideram os impactos ambientais em todos os estágios do desenvolvimento do produto, como planejamento, produção, embalagem, distribuição, descarte, etc", disse o representante do Akatu.

SAIBA MAIS

Antes de suas compras, pergunte-se: necessito, mesmo, desse produto ou serviço? Ele é econômico? Não-poluente? É reciclável? Seus ingredientes ou componentes são obtidos respeitando-se a preservação do meio ambiente e da saúde humana? Ele é seguro? A empresa respeita os direitos dos trabalhadores? A empresa respeita os direitos do consumidor?

Alimentação orgânica, em baixa escala, ainda é cara

Apesar dos benefícios do consumo sustentável, ainda é caro adquirir alimentos produzidos no sistema "ecologicamente sustentáveis", como os produtos orgânicos. Além da ausência de agrotóxicos e embalagem especial, o modo de produção é o que os tornam mais "salgados."

Durante a fabricação, o sistema agrícola é planejado para manejar o solo e os recursos naturais de forma a preservar a água, as plantas, animais e insetos. Todo esse processo influencia o preço. E como a escala de produção dos produtos verdes costuma ser reduzida (a demanda e a produção são menores), os valores são expressivamente mais altos.

A versão orgânica da alface, por exemplo, pode sair por R$ 3,79 (250g), contra R$ 1,19 (1,3 quilo) do pé convencional. Um saco de 500g de café em grãos pode ser comprado por R$ 2,79, enquanto a versão ecologicamente correta, com conteúdo reduzido pela metade (250g), sai a R$ 7,19. "Essa é uma das barreiras para o crescimento dos sustentáveis no País", disse a pesquisadora do Centro de Estudos em Sustentabilidade (CES) da Fundação Getúlio Vargas, Luciana Betiol.

 

 

Por

Venceslau Borlina

Agência Anhanguera de Notícias

 

Referência: Cosmo On Line

 

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