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OÁSIS ESCONDIDOS ENTRE ASFALTO E MONTANHAS NO RIO

OÁSIS ESCONDIDOS ENTRE ASFALTO E MONTANHAS NO RIO

A poucos quilômetros do centro urbano é possível se embrenhar na mata, ouvir o canto dos pássaros, ver espécies em extinção e ainda se banhar em cachoeiras...


 

20.10.08

 

RIO - Muitos lugares ainda são desconhecidos pelos cariocas e pessoas que visitam a cidade. A poucos quilômetros do centro urbano é possível se embrenhar na mata, ouvir o canto dos pássaros, ver espécies em extinção e ainda se banhar em cachoeiras. São verdadeiros paraísos naturais, áreas de reserva ambiental, onde a intervenção humana é controlada e a natureza tem que se manter do jeito que está. No Horto, Parque Lage, Parque Nacional da Floresta da Tijuca e até em Vargem Grande, no ainda pouco explorado e conhecido Parque Estadual da Pedra Branca, são inúmeras as cachoeiras e trilhas ecológicas.

 

Embora sejam áreas de preservação, nem sempre a regra é seguida a risca. Ainda são necessários alguns ajustes, mas o Parque Lage e o Parque Nacional da Tijuca podem ser considerados bons exemplos, segundo a guia de turismo e atrativos naturais, Márcia Rabelo. Entretanto, o Parque da Pedra Branca está longe de ser um exemplo.

 

- O título de parque só está no papel - alerta Márcia. - Não há fiscalização, sinalização. É uma área rural em Vargem Grande ainda esquecida pelas autoridades.

 

Para chegar ao acesso à trilha que leva a quatro cachoeiras, o mais indicado é perguntar aos moradores. Não há placas que sinalizem a presença de uma reserva ambiental no bairro. A estrada - boa parte ainda de terra - é esburacada e nos dias de chuva não há como se aventurar. Márcia conta que os moradores que residem no local, embora estejam em área de preservação, são os principais responsáveis pela conservação e manutenção da área.

 

- São eles quem chamam a atenção dos visitantes e se preocupam em preservar a natureza local.

 

A veterinária Gabriela Vilaverde freqüenta as cachoeiras de Vargem Grande há anos. Ela conta que soube do paraíso na época em que estudava no bairro, mas nunca viu nem ouviu falar de qualquer fiscalização.

 

- Nos fins de semana fica lotado. Os moradores das regiões vizinhas costumam vir muito aqui. Eu prefiro os dias de semana, quando está mais calmo.

 

Lixo e oferendas

 

Mas mesmo em áreas onde a fiscalização é permanente, ainda há problemas com a falta de educação de alguns frequentadores. Ricardo Calmon, chefe do Parque Nacional da Tijuca, garante que a fiscalização é diária e ainda recebe reforço nos fins de semana, quando o movimento é maior. Mesmo assim, muitas vezes não é possivel evitar a sujeira.

 

- É grande a quantidade de oferendas religiosas deixada na mata. Outro problema são os moradores de rua que procuram essas áreas para dormir - revela Ricardo. - Geralmente a população que freqüenta, os montanhistas e trilheiros, tem uma conscientização ambiental e recolhe o lixo.

 

Por

Carolina Bellei, Jornal do Brasil

 

 

 

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