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PETROBRAS É EXCLUÍDA DO ÍNDICE DE SUSTENTABILIDADE

PETROBRAS É EXCLUÍDA DO ÍNDICE DE SUSTENTABILIDADE

Rio - A Petrobras foi excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), índice que reúne empresas que se ...


 

 

26.11.08

 

Rio - A Petrobras foi excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), índice que reúne empresas que se destacam por seu compromisso com a responsabilidade social e a sustentabilidade pelo não cumprimento por da resolução 315/2002 do Conama, que determina a redução do teor do enxofre no diesel comercializado no Brasil a partir de janeiro de 2009. A acusação foi feita pelo empresário Oded Grajew, presidente do Movimento Nossa São Paulo, um dos principais críticos ao não cumprimento do acordo.

 

A Petrobras já se pronunciou sobre o assunto do início do mês. Segundo entrevista concedida pelo diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, naquela ocasião, a Petrobras vai sim reduzir as emissões em 2009, como prevê o Conama. Ainda de acordo com a Petrobras a resolução do Conama só foi regulamentada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em outubro de 2007, o que daria à companhia um prazo de mais três anos a contar desta data para se adaptar às exigências. Outro destaque feito pelo direto à época, foi de que, mesmo importando e disponibilizando o diesel do tipo S50 - que emite 50 partículas por milhão (ppm), em vez das atuais 2 mil ppm - nas capitais metropolitanas em 2009, as emissões não seriam reduzidas nas mesmas proporções porque os veículos que circulam hoje no país não atendem especificações para utilizarem este combustível.

 

Em carta encaminhada à imprensa Grajew afirmou que decisão foi tomada pelo Conselho do ISE, composto por Bovespa, International Finance Corporation (IFC), Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (Apimec), Associação Nacional de Bancos de Investimentos (Anbid), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Instituto Brasil PNUMA). O Ministério do Meio Ambiente se absteve da votação.

 

Ainda segundo Grajew, no último dia 6 de novembro foi encaminhada ao Conselho do ISE uma carta assinada por onze entidades - Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Minas Gerais, Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, Movimento Nossa São Paulo, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável - relatando a postura da Petrobrás em relação à resolução do Conama.

 

"Infelizmente, tal postura resultou no não cumprimento da resolução e na postergação por vários anos do início de uso de diesel mais limpo em nosso país. A grande quantidade de partículas de enxofre no diesel brasileiro é responsável por graves doenças respiratórias na população (especialmente crianças e idosos) e pela morte prematura de aproximadamente 10 mil pessoas por ano", afirma Grajew, completando que "esta notícia não nos alegra. Muito pelo contrário. Lamentamos que a postura arrogante e prepotente da atual direção da Petrobras, menosprezando o diálogo com a sociedade e insensível a um problema tão grave de saúde pública, manche de forma tão profunda a história de uma empresa brasileira que já deu tanto orgulho a todos nós por sua excelência tecnológica (mas que atualmente distribui combustíveis que se situam qualitativamente entre os piores do mundo) e seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país". (Kelly Lima)

 

 

Referência: Agência Estado

 

 

 

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