Informe seu e-mail para receber nossa Newsletter:

Newsletter:

Notícias

JAMAICA É MUITO MAIS QUE A TERRA DO CANTOR BOB MARLEY

JAMAICA É MUITO MAIS QUE A TERRA DO CANTOR BOB MARLEY

País encanta os turistas pelas praias maravilhosas e a mistura de raças, sons, cores, sabores e cheiros


 

Mais do que simplesmente a terra do cantor de reggae Bob Marley, a Jamaica encanta por praias maravilhosas e uma mistura de raças, sons, cores, sabores e cheiros capazes de aguçar os sentidos até do mais cético viajante. A pequena ilha, localizada no meio do Caribe, pertinho de Cuba e da República Dominicana, se tornou uma espécie de paraíso do turismo, com resorts, atrações e investimentos imobiliários de dar inveja a qualquer grande centro urbano.

A reportagem da Agência Anhanguera visitou a Jamaica entre os dias 4 e 12 de outubro. Esteve em Montego Bay, Negril, Savana La Mar e Ocho Rios, quatro das principais cidades do país, que têm cerca de 3 milhões de habitantes em uma área que mede "apenas" 235 quilômetros de comprimento (de Leste a Oeste) por cerca de 82 quilômetros de largura (de Norte a Sul).

O país se divide em duas partes. Uma, localizada no Litoral, que convive diretamente com a questão do turismo e dos estrangeiros. Que aceita as interferências culturais que isso acarreta e tenta extrair o máximo que pode desta convivência. É nestas regiões que se concentram os grandes resorts e ocorre o maior fluxo de turistas. Consequentemente é por ali que circula a maior quantidade de recursos, tanto para investimentos quanto para gastos que ajudam a manter comércio e serviços.

A outra parte, mais reservada, está fincada no interior da ilha. Com tradições intactas e tendências conservadoras, os moradores desta metade da Jamaica não costumam ir à praia, preferem ficar distantes dos visitantes estrangeiros e cultivam hábitos como enterrar seus mortos no quintal, frequentar cultos evangélicos e plantar e criar para o próprio sustento.

Problemas

Desemprego e violência são dois dos principais problemas sociais da Jamaica nos dias de hoje. E o trânsito caminha para se tornar o terceiro grande risco à calma e à tranquilidade na ilha. Mas o país possui uma das paisagens mais ricas e variadas do Caribe, com cachoeiras, fontes, rios e riachos, todos fluindo entre as montanhas de florestas, sem falar na área costeira. Uma viagem à Jamaica pode incluir rafting nos rios, escalada de cachoeiras, cavalgadas entre florestas e praias, passeios ou, simplesmente, balançar à toa em uma rede.

São tradições na Jamaica os paraísos naturais formados por suas praias, a bandeira nacional, o café, a cultura rastafári, o uso da maconha e a figura de Bob Marley. É possível encontrar tudo isso em uma curta viagem ao país, e sem muito esforço. Mesmo que o café custe muito caro, que Bob Marley tenha morrido que os rastas encontrados pelas ruas sejam "de mentirinha", que a maconha seja proibida pelas leis locais (desde 1913) e que a bandeira do país seja fabricada na China.

O jornalista viajou a convite do Grupo Sandals

Dicas

Não aceitar nada que te deem nas ruas
Saber dizer não às abordagens nas ruas
Cumprimentar os "nativos" com um soco no próprio peito, de preferência no coração, e pronunciar a palavra respect (respeito, em português)
Evitar ostentar riqueza com relógios, óculos, câmeras e roupas
Evitar sair às ruas sem algum conhecido "nativo"
Não vá à praia sem protetor solar

Brasileiro realiza sonho de conhecer a Jamaica de mochila

Reportagem da AAN encontrou brasiliense que se aventurou pela ilha com pouca grana

Gabriel Mello Rosa, um brasileiro de Brasília, terminou a faculdade de comunicação e resolveu realizar um de seus sonhos de adolescência: conhecer a Jamaica com uma mochila nas costas. Para isso, Rosa tinha apenas US$ 1,2 mil e o apoio dos pais.

Ele saiu de Brasília no dia 8 de setembro e tinha apenas uma certeza: voltaria ao Brasil no dia 24 de dezembro, embarcando na Venezuela. A passagem estava comprada.

A reportagem da AAN encontrou Rosa no Ricks Café, em Negril, num belo final de tarde. "A viagem começou com um voo para a Colômbia. Após alguns dias, fui para Curaçao, e depois é que eu consegui chegar à Jamaica", disse o viajante.

No país, Rosa dormia em uma barraca que carregava em sua mochila, a maioria das vezes sem pagar nada a moradores locais que se sensibilizavam com seu projeto. "Em alguns lugares eu tive que pagar para ficar, mas a maioria das pessoas me recebeu muito bem, sem querer nada em troca. Acho que viam a minha condição de viajante sem grana" , disse.

Depois da Jamaica, Rosa iria passar algum tempo em Cuba, para só depois retomar o caminho de volta para o Brasil.

 

Um país de diversidades

O turismo é uma das principais fontes de receita da economia local, que também tem no café, tido como um dos melhores do mundo, um pilar de geração de empregos e receitas. O idioma local é o inglês, mas os nativos utilizam um dialeto chamado "patois" (fala-se patuá), criado pelos rastas para "quebrar" as palavras, complicar a compreensão e fomentar as críticas sociais.

Mas é a diversidade o fator mais marcante do país e seu povo. Nativos, em sua maioria negros, convivem com turistas, quase todos brancos, no Litoral do país. O reggae é uma espécie de patrimônio cultural. As nuances começam pela bandeira, verde, amarela e negra, e se espalham por qualquer lugar para onde se direcione os olhos.

Para os amantes da gastronomia, o jerk, um tipo de pimenta nativa muito empregada na culinária local, fala mais alto na cozinha. Tudo é feito com o tal jerk, desde os pratos nativos até os hambúrgueres para os exigentes turistas norte-americanos.

E os aromas? Bom, os aromas mais intensos ficam por conta de um hábito muito comum em toda a ilha e que consegue atrair e afastar com a mesma intensidade: o consumo de maconha. Proibida, a erva é encontrada por toda parte. O turista é abordado nas ruas, nas praias, nos bares, nos hotéis e até dentro do mar, onde um serviço de delivery oferece o produto com entregas que usam jet skis. Só mesmo vendo para crer.

De carro

Alugar um carro pode ser uma boa opção para conhecer a Jamaica. Ou um problema, dependendo da sua habilidade de dirigir na nossa contramão. Dá para utilizar as minivans para circular, mas é bom escolher as mais novinhas, perguntando antes ao motorista quantas pessoas ele pretende colocar dentro. Táxis também fazem viagens de cidade para cidade, por valores a serem acertados antes da jornada. As compras não são muito expressivas: giram em torno das camisetas, especialmente as inspiradas no reggae e em Bob Marley. Em feiras de artesanato, como de Montego Bay e Ocho Rios, há pinturas, esculturas em madeira e roupas originais, tudo bem em conta para quem sabe pechinchar. Não se esqueça de uma garrafa de licor Tia Maria e, claro, um pouco do café das Blue Mountains.

Turismo é a principal fonte de receita da Jamaica

A Jamaica foi um importante centro da monocultura latifundiária de diferentes momentos do ciclo da cana-de-açúcar. Por esta razão, foi um polo receptor de mão-de-obra escrava, a partir de seu descobrimento, por Cristóvão Colombo, em 1494. Daí a predominância dos negros em sua população, que tem apenas 2% de brancos.

A ilha passou quase dois séculos dominada por espanhóis até ser capturada definitivamente pelos ingleses.

A renda per capita na Jamaica é US$ 3.658 (estimativa 2005), cerca de um terço da brasileira, que deve atingir US$ 9,9 mil em 2008. A economia do país tem como fatores de destaque: cana-de-açúcar, banana, tabaco, café e frutas. Além da mineração de bauxita e do turismo (o maior gerador de receitas do país). Há, ainda, o cultivo do blue mountain, café especial cujo quilo pode custar até US$ 80,00. 

O que é que a Jamaica tem

Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley, nasceu em 6 de fevereiro de 1945, em Saint Ann, interior da Jamaica, e morreu em Miami, no dia 11 de maio de 1981. Ele foi um dos maiores artistas jamaicanos de todos os tempos. Cantava, tocava guitarra e compunha suas músicas. 

Foi o maior expoente do reggae. Grande parte do seu trabalho falava de problemas com "os pobres e oprimidos". Em julho de 1977, Marley descobriu uma ferida no dedão de seu pé direito, que ele pensou ter sofrido durante um jogo de futebol. A ferida não cicatrizou, e sua unha posteriormente caiu; só então o diagnóstico correto foi feito. Marley na verdade sofria de uma espécie de câncer de pele que se desenvolveu sob sua unha. Os médicos o aconselharam a ter o dedo amputado, mas Marley recusou-se devido aos princípios rastafáris, que diziam que os médicos são homens que enganam os ingênuos, fingindo ter o poder de curar doenças.

Ele também estava preocupado com o impacto da operação em sua dança; a amputação afetaria profundamente sua carreira no momento em que se encontrava no auge (na verdade, a preocupação de Bob Marley era quanto à amputação de qualquer parte de seu corpo, seja o dedo do pé ou suas tranças. Para os seguidores dessa religião/filosofia, não se deve cortar, aparar ou amputar qualquer parte do corpo). Marley então passou por uma cirurgia para tentar extirpar as células cancerígenas. A doença foi mantida em segredo do grande público por muito tempo.

Rastas

Os rastafáris, espécies de monges que vivem reclusos, e meditando, em propriedades rurais no interior da Jamaica, são adeptos de um movimento político-religioso surgido na ilha no século 20, em resposta às condições sociais e econômicas dos descendentes de escravos africanos trazidos para as Américas durante o período colonial.

O movimento proclama Hailê Selassiê I, imperador da Etiópia, como a representação terrena de Deus. O termo rastafári tem sua origem em Ras (príncipe ou cabeça) Tafari (da paz) e Makonnen, o nome de Hailê Selassiê antes de sua coroação.

Os rastas pregam o não uso de bebidas alcoólicas. Outros fatores apontam para o uso "sacramentado" da maconha, que ajuda, segundo eles, a meditar, e para aspirações políticas.

O movimento surgiu entre a classe trabalhadora e camponeses negros. Historiadores dizem que o movimento nasceu, e teve adesão, por conta da exploração que o povo jamaicano sofria, o que favoreceria o aparecimento de idéias religiosas e líderes "messiânicos".

Os rastas se espalharam pelo mundo, principalmente por causa da imigração e do interesse gerado pelo ritmo do reggae de Bob Marley. No ano 2000, havia aproximadamente um milhão de seguidores do rastafarianismo pelo mundo, segundo estimativa dos próprios jamaicanos (não há dados mais concretos disponíveis).

Mas apenas cerca de 10% da população da Jamaica se identifica com os rastafáris. Muitos deles são vegetarianos, ou comem apenas alguns tipos de carne, vivendo pelas leis alimentares dos livros Levítico e Deuteronômio, do Velho Testamento da Bíblia.

Outro importante componente da questão africana é a identificação com as cores verde, dourado e vermelho, representadas na bandeira da Etiópia. Elas são o símbolo do movimento rastafári e da lealdade dos rastas a Hailê Selassiê, à Etiópia e à África acima de qualquer outra nação moderna onde eles possivelmente vivem.

Estas cores são frequentemente vistas em roupas, boinas e decorações na Jamaica; o vermelho representa o sangue dos mártires, o verde, a vegetação da África, enquanto o dourado significa a riqueza e a prosperidade do continente africano.

Culinária típica é simples e saborosa

O jerk, uma espécie de pimenta local que tempera tudo na cozinha, é muito popular na Jamaica. Há variações que a fazem mais suave ou mais picante, por isso é bom ser prudente na hora de experimentar.

Carnes de frango e de porco assadas são os pratos mais comuns e típicos da Jamaica. Em restaurantes como o Scotchie´s, em Montego Bay, é possível encontrar pratos e ambiente totalmente para os nativos, o que dá charme ao simples ato de comer. Peça uma porção de frango assado com fruta-pão. O frango vem envolto em papel-alumínio, e a fruta-pão é assada inteira, com casca. Para acompanhar, uma cerveja Red Stripe, feita na ilha e que é uma espécie de ícone local.

Os jamaicanos também comem, em seu cotidiano, arroz e feijão. Mas a receita é diferente da nossa. O arroz é feito como por aqui, mas com alguns feijões, que são grandes e escuros e servem como uma espécie de mistura para dar um pouco de cor e sabor ao prato principal.

Bebidas à base de rum são as mais procuradas pelos turistas, mas os nativos também adoram o rum, que é a bebida nacional.

 

Saiba mais 


Margaritaville (bar charmoso em Ocho Rios. Recebe os passageiros de cruzeiros que atracam no porto da cidade)
http://www.margaritavillecaribbean.com/locations_ocho_rios.html

Ricks Café (bar charmoso em Negril)
http://www.rickscafejamaica.com/

Sandals & Beaches (rede de resorts)
http://www.sandals.com/general/resorts-jamaica.cfm

Scotchie´s (restaurante típico em Montego Bay)
http://www.fodors.com/world/caribbean/jamaica/review-427366.html

Grupo Sandals tem resorts para públicos diferentes

O grupo Sandals tem oito resorts e hotéis para três tipos de público diferentes na Jamaica. Um para famílias com crianças, outro focado em lua-de-mel e outro para consumidores mais exigentes, geralmente milionários que esperam atendimento diferenciado e muito requinte e conforto em suas viagens.

Em todos os tipos de acomodação o grupo oferece a seus hóspedes o serviço com tudo incluído, desde alimentação até bebidas, incluindo cervejas, destilados, vinhos e drinques nos vários bares e restaurantes de cada hotel. Muitas vezes, sem limitações. Veja abaixo os pacotes e valores com seis noites de hospedagem em todas as opções da rede Sandals e Beaches na Jamaica.

Beaches Boscobel, resort com tudo incluído com apartamentos de luxo e foco em famílias com crianças. Um pacote com seis noites, incluindo passagem aérea, custa US$ 3.352,00 em apartamento duplo para o mês de janeiro.

Beaches Negril Resort $ Spa Ultra All Inclusive, resort em Negril que aceita famílias e crianças. O pacote com seis noites, em apartamento duplo, custa US$ 3.701,00 para janeiro, por pessoa.

Beaches Sandy Bay Negril, em Negril, com foco em famílias. O pacote com seis noites de hospedagem custa US$ 3.273,00, por pessoa, para janeiro.

Sandals Dunn´s River, resort que só aceita casais em Ocho Rios. O pacote com seis noites, com tudo incluído, custa US$ 3.100,00 por pessoa para reservas no mês de janeiro.

Sandals Grande Ocho Rios Beach & Villa Golf Resort. O maior resort da rede na Jamaica, possui quase 500 apartamentos, mas somente para casais. Há pequenos prédios com quatro habitações que ficam na montanha, com uma vista privilegiada. Cada prédio possui uma piscina privativa para seus hóspedes. A diária, por pessoa, custa US$ 3.033,00 para o mês de janeiro.

Sandals Inn, resort mais sofisticado, somente para casais. O pacote com seis diárias custa US$ 3.775,00, por pessoa, para reservas para janeiro e fevereiro.

Sandals Montego Bay, somente para casais. US$ 2.998,00, em janeiro e até 12 de fevereiro.

Sandals Negril, resort de luxo somente para casais. O pacote com seis noites custa US$ 3.593,00, por pessoa, para hospedagem em janeiro e fevereiro.

Os preços são por pessoa, em dólares norte-americanos, para hospedagem em apartamento duplo. O pacote inclui passagem aérea de São Paulo para Montego Bay, com conexão em Miami, pela American Airlines, em classe econômica.

É necessário que o viajante tenha visto para entrada nos Estados Unidos. Traslados e transfers em aeroportos e entre os hotéis estão incluídos no valor.

As diárias incluem café da manhã, almoço e jantar, com bebidas ilimitadas. Nos hotéis, alguns restaurantes exigem reserva antecipada de mesas, além de trajes especiais. É recomendável que o hóspede se informe sobre estas regras quando chegar ao hotel.

 

 

 

Referência: Cosmo On Line

 

 

 

Voltar

PUBLICIDADE