Informe seu e-mail para receber nossa Newsletter:

Newsletter:

Notícias

NOVO PLANO DE MANEJO MUDA REGRAS DE VISITAÇÃO AO PARQUE DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

NOVO PLANO DE MANEJO MUDA REGRAS DE VISITAÇÃO AO PARQUE DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

O Parque Nacional de Chapada dos Guimarães deverá continuar fechado à visitação pública até o final do mês de julho.


 

15.06.09

 

Apesar de ter o plano de manejo aprovado no último dia 05 de junho, o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães deverá continuar fechado à visitação pública até o final do mês de julho. Depois disso, será parcialmente aberto, apenas na região da cachoeira Véu de Noiva, ponto turístico mais próximo da guarita de entrada, que ganhou um novo estacionamento (ainda em construção).

 



O parque, que é formado por 33 mil hectares e fica localizado nos municípios de Cuiabá (65%) e Chapada dos Guimarães (35%), está fechado desde o dia 21 de abril de 2008, quando um desabamento feriu vários turistas que se banhavam no lago da cachoeira Véu de Noiva e provocou a morte de uma jovem.

 



Devido a este acidente, o caminho que levava às trilhas que davam acesso ao circuito das cachoeiras, por passar muito próximo ao Véu de Noiva margeando o paredão, foi interditado. No novo plano de manejo este caminho e as trilhas ficaram classificados como zonas de alta sensibilidade a impactos ambientais, e foram fechados em definitivo.

 


Uma outra trilha para o circuito das cachoeiras está sendo construída e deve ser concluída nos próximos dois meses. Mas, até que fique pronta a construção de estruturas melhores de acesso, a exemplo de algumas passarelas e pequenas pontes, este espaço continua fechado.

 

 

 

Visitas somente com guias e agendadas com antecedência

 

 

 

O diretor do parque, Cecílio Pinheiro, em entrevista exclusiva ao site PnB online, disse que as visitações ao circuito das cachoeiras seguirá uma série de exigências. As visitas ao interior do parque, por exemplo, só estarão permitidas com o uso de guias turísticos que estiverem cadastrados no sistema do órgão.

 



Inicialmente não será cobrada a entrada no parque, mas os guias deverão ser devidamente remunerados. Contudo, Pinheiro informou que no futuro, quando estiver melhor estruturado, o parque não descarta a cobrança de taxas.

 



O acesso será limitado a grupos de no máximo 15 pessoas, até o número máximo de 140 a 150 por dia, no horário entre 8h e 17h. Além disso, deverão obrigatoriamente agendar com no mínimo um dia de antecedência.  

 


 
"Não vamos abrir sem controle. As pessoas terão que ligar antecipadamente marcando a visitação e inclusive será feito um cadastro com as documentações delas, para evitar possíveis descumprimentos das normas do parque, como atrasos nos horários de saída do parque (17h) não jogar lixo no chão, não sair das trilhas e se aventurar por outros lugares, ou ainda coletar algum material. Tudo isso será de co-responsabilidade dos guias, incluindo a segurança dos visitantes", ponderou Pinheiro.

 



Parque pode liberar acesso a Morro de São Jerônimo

 

 

 

Outras duas regiões muito visitadas por turistas antes do fechamento, mas que poderão ser liberadas após construções de estruturas mínimas são: o morro de São Jerônimo, cujo único acesso oficial passa pelo parque; e a região da Cidade de Pedra, que fica na borda do paredão.

 



"São regiões frágeis e delicadas que obrigatoriamente precisam de mais cuidados, mas é possível abrir a visitação mais rústica. E vamos tentar abrir até o fim deste ano", concluiu o diretor, lembrando, que entre as novas regras, está o fato de que não será permitida a entrada de bebida alcoólica.

 

 

 

Parque receberá investimentos para receber a copa

 


O diretor do parque nacional de Chapada dos Guimarães, Cecílio Pinheiro, revelou ainda que, com a decisão de Cuiabá sediar a copa do mundo de 2014, o parque receberá vários investimentos para estruturar melhor o seu interior.

 



 Na região do Véu de Noiva será construída uma passarela suspensa, que promete diminuir o impacto causado no solo próximo ao paredão. Também será construído um novo restaurante, lanchonetes e um centro comercial para lojas. Sem contar que as trilhas ganharão pequenas pontes e passarelas e áreas cobertas para descanso.

 



Depois de tudo construído será feita uma concessão, por meio de uma licitação pública, para que alguma entidade privada faça a administração e uso do parque, o que provavelmente ocorrerá em 2010, conforme garantiu Pinheiro.

 


Turistas preferem Véu de Noivas

 

 

 

De acordo com dados do próprio parque, atualmente mais 90% do turismo ocorre no Véu de Noiva. As outras partes do parque ficam com apenas 10% da visitação.

 


Somente no ano passado cerca de 130 mil pessoas visitaram o parque, sendo que 90% delas visitaram somente o Véu de Noiva e apenas 10% se aventuraram pelo interior do parque nas trilhas e cachoeiras. Mas este número deverá aumentar muito com a demanda advinda da copa de 2014.

 



Sobre os possíveis impactos ambientais no parque e a questão da segurança para que não ocorram acidentes, Cecílio apontou que o plano de manejo e a própria construção de "infra-estrutura mais pesada" servem para ajudar a diminuir estes problemas.

 



 "O plano de manejo entra com uma fiscalização maior próximo às áreas da rodovia, que representam 1% do total do parque e por terem um tráfego mais pesado podem sofrer mais com o impacto. É necessário fazer infra-estrutura, principalmente próximo ao mirante, onde o impacto é maior. Elas ajudam a diminuí-lo", ponderou o diretor.

 

 

As obras de infra-estrutura do parque não demandam licença ambiental nos tramites normais de outras obras, pois o próprio plano de manejo já definiu essas possibilidades. Mas não isenta de estudo geotecnico de impacto ambiental, devendo seguir os mesmos procedimentos da legislação ambiental específica.

 


65% do parque  nas mãos de particulares

 


Entre os avanços trazidos pelo plano de manejo do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, está o fato de que, a partir desta publicação, o espaço ficou regularizado fundiariamente. Isto é, passou por um processo de zoneamento, estipulando claramente os seus limites definidos e estimados em aproximadamente 33 mil hectares.

 


O problema é que, apesar de ser um parque público, mais de 65% do seu território está nas mãos de particulares e somente 35% sob controle total e integral do poder público. De acordo com o diretor, a área mais extensa ocupada por propriedades privadas encontra-se na área de extensão do Rio Mutuca.

 



"Somente ali tem entre 30 e 40 chácaras, algumas com os próprios donos morando, mas a maioria são caseiros. E outra boa parte não chegou a ter alguma atividade ou moradia, mas se for no cartório escriturário em Cuiabá verifica-se que tem donos", destacou Cecílio Pinheiro.

 



Os "donos" destas áreas podem continuar utilizando-as mesmo com o novo plano de manejo, incluindo as áreas já abertas. Mas não podem abrir outras novas áreas. Por outro lado, podem explorar o turismo. Sendo de uso sustentável, podem criar infra-estrutura e cobrar pelo acesso.

 



Mas um problema muito recorrente são pessoas que não são donas dos locais e que cobram das pessoas o que é taxativamente proibido. Nesta região há muitos conflitos e muitas áreas estão em litígio judicial.

 


Estas atividades em áreas privadas do parque também são legisladas pelo plano de manejo. "A legislação dos parques são diferentes das APAS (Áreas de Proteção Ambiental), que apenas tem a função de normatizar. Ela prevê inclusive a estruturação deste parque e garante a utilização sustentável. Mas isso não quer dizer que as pessoas tenham o domínio total e irrestrito", explica o diretor do parque.

 

 

 

 

 


Autor: Aluízio de Azevedo / PnB online Fonte: O NORTÃO

Foto: Edson Rodrigues/Secom-MT - Fonte: G1.globo.com  

 

 

 

 

 

 

Voltar

PUBLICIDADE