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Historico

Cidade: LAVRAS NOVAS


Lavras Novas, pertence ao município de Ouro Preto, tem suas raízes na época do apogeu do ouro, em 1716. Para a exploração aurífera, escravos se fixaram na região que acolhe seus descendentes até hoje. Conta-se que o vilarejo é remanescente de quilombo, apesar de, em Ouro Preto, os registros negarem essa origem.

Lavras Novas ainda mantêm suas ruas e becos tranquilos, uma população acolhedora e o que é mais interessante: reserva uma história e um visual a cada lugar. Aconchegante e amistoso, o vilarejo desperta para sua vocação eco-turística, com cachoeiras e um clima de montanha, onde, de um dia para o outro, o sol substitui a densa neblina, numa experiência de interiorização e renascimento.

O turismo começou a crescer a partir de 1995 com a instalação de bares e pousadas, o que, aos poucos, foi atraindo mais turistas. Hoje, o turismo tem sido uma das principais alternativas econômicas dos moradores que, até então, viviam apenas do artesanato de taquara e da cata de lenha.

Embora atraia cada vez mais turistas, uma das características mais marcantes de Lavras Novas é a tranquilidade. O vilarejo é um excelente anfitrião fora das épocas de festividades. Para quem procura um lugar calmo e, principalmente curtir a natureza, é o local ideal. As caminhadas pelas montanhas ou até mesmo pelos becos sempre são surpreendentes. Também é possível fazer passeios a cavalo pelas trilhas da região e conhecer um pouco mais da história do vilarejo pelos próprios moradores.

Apesar de pequena, para se conhecer um pouco a localidade é preciso ficar alguns dias. Mas, num final de semana, já é possível curtir a tranquilidade do vilarejo e o clima que muda radicalmente a cada dia para que todos curtam um pouco de tudo.

Em Lavras Novas, num dia é possível tomar um caldo de feijão em frente a um fogão a lenha, para escapar da neblina (tem certas noites que a neblina despenca sobre a cidade, chegando devagarinho e logo tomando conta de todo o vilarejo, proporcionando uma bela paisagem) e, no outro, mergulhar numa das cachoeiras da região para se refrescar das caminhadas sob o sol quente e céu azulzinho, sem nenhuma nuvem.

Mistérios...

cercam Lavras Novas. Para alguns, teria surgido de um quilombo negro e os antigos moradores, mesmo que não o digam ostensivamente, se orgulham desta descendência, da qual guardam também palavras e cantos de sua raça. Contam também histórias e lendas sobre minas, garimpos e fantasmas que percorrem as trilhas que sobem a serra em direção ao povoado.

Os pesquisadores, mesmo que não desmintam os descendentes dos quilombolas, encontraram documentos provando que as "-Lavras Novas do Coronel Furtado" foram descobertas por membros da família Cubas de Mendonça.

Segundo estes documentos, examinados pela jornalista Christina Tárcia, provam como, já em 1717, houve no arraial uma grande festa para o batizado da menina Maria dos Prazeres, filha de Isabel Rodrigues e do sertanista Baltazar de Godoy, da mais ilustre cepa paulistana, tendo como padrinho o minerador Miguel Dias.

Mais tarde, em 1731, outro documento registra o casamento da mesma Maria dos Prazeres, demonstrando haver na região, naquele tempo, um núcleo de mineradores de origem portuguesa e paulistana. Se quilombo houve, foi na proximidade do arraial e não nele próprio. O que, aliás, não seria difícil, em razão da própria estrutura geológica local, com trilhas quase inacessíveis pela serra acima, o que permitiria a vários grupos viverem próximos e, no entanto, distantes entre si.

Um fato, contudo, é concreto. Com o passar do tempo, o arraial foi tendo uma crescente população negra, o que ajudou a fortalecer a teoria do quilombo inicial.

Redescoberta....

Lendas à parte, Lavras Novas viveu séculos escondida. As pessoas iam a Ouro Preto, a Mariana e outras localidades da região mas não subiam a serra, o que, se permitiu um isolamento físico, ajudou a manter inalteradas as características arquitetônicas e, principalmente, os valores da cultura e tradições locais.

Isto ficou claro para os primeiros visitantes que chegaram a Lavras Novas nos tempos atuais. Foram aceitos pela comunidade mas, ao mesmo tempo, receberam dela uma mensagem implícita: era preciso manter todos os seus aspectos, tanto físicos como tradicionais.

Os "lavra-novenses" abriram as portas de suas casas àquelas pessoas que vinham conhecer o local e querendo estabelecer um nível de convivência com eles. Com isso, os novos habitantes rapidamente se trasformaram em "filhos da terra", tornando-se também defensores deste ecossistema preservado.

VILAREJO DA CHAPADA

CHAPADA – Vilarejo situado há 15 Km de Ouro Preto/MG, sentido à estrada Real. Consiste em sua área central, uma capela do século XIX. Algumas de suas casas ainda preservam a simplicidade e a beleza da época. Mas o nosso maior patrimônio, não desfazendo da nossa arquitetura local, que aos poucos vem se descaracterizando, são nossas riquezas naturais. Dotado de uma fauna não muito vasta, e uma flora ainda desconhecida para muitos, é dono de uma beleza exuberante!! Nossas matas e adjacências abrigam várias espécies de pássaros, dentre elas estão: Bem-te-vis, Tico-tico, Sabia, Pintassilgo, Gaviões, Seriemas e Jacus, esta em extinção, e muitas outras espécies migratórias como Gralhas e Garças, que podem ser vistas em algumas épocas do ano.

Hoje habitam o vilarejo aproximadamente 65 pessoas, onde 7 sete são crianças de 5 a 12 anos de idade, os demais se dividem entre jovens e idosos. É um dos mais promissores pólo de ecoturismo da região, com varias cachoeiras e serras, disponibiliza a pratica de esportes radicais, travessias por trilhas, passeios eqüestres, e muito verde! Já existem pousadas, chalés, pensões e bares, não se tem uma média de quantos visitantes o vilarejo recebe por ano, mas já se sabe que não são poucos. Com este avanço no turismo ecológico em todo o mundo, o nosso maior desafio é organizar e conscientizar nossos visitantes de que juntos podemos preservar a chapada, não só a área natural, mas como um todo (educação ambiental, patrimonial, cultural e arquitetônico), fazendo assim com que o bem estar social da nossa comunidade não seja deturpado, depredado, ou ainda, não fazer com que nossa qualidade de vida invejável seja ameaçada por alguns “selvagens da capital”, que se acham os tais. Por tanto, visitantes de todo o pais, e mais precisamente do nosso estado, vão aqui algumas dicas para que vocês sejam sempre bem vindos em nosso vilarejo, e conseqüentemente em nossas casas.

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