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Historico

Cidade: MAG


So 438 anos de histria. Mais de quatro sculos esbanjando beleza, encantando moradores e visitantes. Mag abenoada por Deus e bonita por natureza, com seus atrativos naturais como reserva de Mata Atlntica, cachoeiras, montanhas, vales, rios, manguezais e extensa rea verde, que emolduram uma paisagem exuberante para onde quer que se olhe.

O povoamento de Mag teve incio em 1565, quando o portugus Simo da Mota foi agraciado por Estcio de S com uma sesmaria como reconhecimento pelos relevantes servios prestados na defesa do Rio de Janeiro contra os franceses. Simo da Mota chegou s margens do Rio Magepe acompanhado de parentes, amigos e vrios escravos. O sesmeiro escolheu para moradia o Morro da Piedade, onde construiu uma capela que deu origem Igreja de Nossa Senhora da Piedade. A sesmaria recebida por Simo da Mota tinha 600 braas de terra ao longo da gua e 1000 braas pela terra a dentro.

A data de aniversrio, 9 de junho, se refere ao dia que o Vice-Rei Dom Lus de Vasconcelos e Souza enviou a Marcelino Pereira Cleto, Ouvidor Geral e Corregedor da Comarca, ordem para elevar a localidade categoria de vila, mudando ainda o nome de Magepe para Mag, isto no ano de 1789. Na ocasio, foram fixados os limites, institudos os trs poderes e a Cmara Municipal, alm da cadeia. J em 2 de outubro de 1857, pela Lei Provincial 965, Mag foi elevada categoria de localidade de primeira, ganhando foros de cidade.

Embora Simo da Mota tenha recebido a primeira sesmaria, em 1565, como j se disse, foi outro personagem portugus que ganhou maior prestgio como fundador de Mag. Cristvo de Barros, figura de destaque na defesa do Rio de Janeiro na famosa luta contra os franceses, tambm foi contemplado com duas sesmarias em Mag, em 1566, pela importncia dos servios prestados, chegando a ser considerado provvel substituto de Mem de S no comando das foras da reconquista.

Cristvo de Barros instalou um grandioso engenho de cana-de-acar em Mag, que ganhou o status de um dos mais importantes do Brasil no perodo. A Cristvo de Barros se atribui a responsabilidade pela formao do ncleo fundamental que deu origem cidade.

O engenho se expandia velozmente e se fez necessria a cesso de novas sesmarias - reas para absorver tal crescimento. Por este motivo e pela importncia na difuso do nome de Mag pelo pas, Cristvo de Barros passou a ser considerado, de fato, o maior responsvel pela fase inicial de ocupao de nossas belas terras.

Em 1643 comeou a surgir uma outra localidade em Mag, denominada Nossa Senhora da Guia de Pacobaba, onde, em 1854, o empreendedor Irineu Evangelista de Souza, o Baro de Mau, inaugurou a Primeira Ferrovia do Brasil. Era um trecho de 14 quilmetros, ligando a localidade ao p da Serra da Estrela. Essas duas localidades foram elevadas categoria de Freguesia em 18 de janeiro de 1696 (Magepe) e em 14 de dezembro de 1755 (Nossa Senhora da Guia de Pacobaba).

Parte importante da histria do pas, Mag teve ainda, at 1888, o porto mais movimentado do Brasil Colnia, o Porto da Estrela, pelo qual escoavam para Portugal os tesouros arrancados das Minas Gerais - que eram ligadas ao hoje municpio de Mag pelo Caminho das Pedras (Ouro), primeira estrada entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, aberta em 1726 pelo desbravador Bernardo de Proena.

Mag tornou-se cidade no dia 2 de outubro de 1857, por decreto emitido pelo Ministro Conselheiro Tolentino, por ordem do Imperador Dom Pedro II. O municpio passou ento a ter seis distritos: Centro, Santo Aleixo, Guapimirim, Suru, Mau e Vila Inhomirim (formado pelas localidades de Piabet, Fragoso e Raiz da Serra). Entretanto, em 1990, Mag perdeu o seu 3 distrito, Guapimirim, que conquistou sua emancipao poltico-administrativa.

A economia do municpio est calada na indstria txtil e no comrcio varejista. Com uma extenso territorial de 386 Km2, Mag tem pontos de rara beleza natural. Em Santo Aleixo, por exemplo, o visitante desfruta de maravilhosas cachoeiras, quedas dgua e piscinas naturais formadas pela correnteza das guas do Rio das Pedras, que comea no Dedo de Deus e corta toda a localidade de Santo Aleixo, onde os poos do Tamanqueiro e Monjolo so destaques.

Na localidade de Rio do Ouro, no Distrito Agrcola, est a Cachoeira do Vu da Noiva. Em Suru, no 4 Distrito, os adeptos do turismo ecolgico podem fazer um belo passeio pelo rio que d nome ao lugar, com seus manguezais ricos em fauna e flora.

O patrimnio histrico do municpio de Mag compreendido por diversos pontos tursticos e histricos, com destaque para igrejas seculares e monumentos religiosos, como: Matriz de Nossa Senhora da Piedade (1750), Centro; Poo Bento (1570), Piedade; Igreja Nossa Senhora da Guia (1640), Mau; Igreja de So Nicolau (1710), Suru; Capela Nossa Senhora dos Remdios (1740), Mau; Capela de SantAna da Piedade (1737), Piedade; Capela de Santo Aleixo (1747), Santo Aleixo; Capela de So Francisco de Croar (1745), Guia de Pacobaba; Runas da Igreja de N. Sra. da Piedade de Inhomirim (1696), Bongaba, entre outras.

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