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Dados Gerais

Parque: PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS VEADEIROS


 

Localização

O Parque Nacional está localizado no Nordeste do Estado de Goiás, entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante e Colinas do Sul.

 

Distâncias

Belo Horizonte - 944 Km
Brasília - 260 Km

Goiânia - 480 Km

Porto Alegre - 2341 Km

Rio de Janeiro - 1242 Km
Salvador (BA) - 1687 Km
São Paulo (SP) - 1367 Km

 

Clima

O clima típico da região de Cerrado de Altitude é o tropical sazonal; caracterizado por uma estação seca e outra chuvosa. É claro que devido a sua grande extensão, o clima apresenta algumas variações dependendo da localidade. Durante a estação chuvosa, podem ocorrer períodos de seca chamados de veranicos, tão conhecidos da população local, e que também podem causar sérios problemas para a agricultura. Os períodos de seca duram de 3 a 5 meses, porém, com o fenômeno El Niño esse período tende a se estender.
A temperatura média anual é de 21ºC, sendo amena devido às altitudes. As chuvas que atingem um índice de aproximadamente 1.675mm/ano distribuem-se de maneira especial em dois períodos. O primeiro, de maio a setembro chovendo em média 50mm, predominando a seca rigorosa. O período chuvoso inicia-se em outubro prolongando-se até abril, sendo que, durante os meses de dezembro a março as chuvas são bem mais freqüentes.

 

Fauna

A fauna local é bastante variada, sendo destaques: o Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus) e o Veado - Campeiro (Ozotocerus bezoarticus). Das 312 espécies de aves podemos citar a Ema (Rhea americana), o Urubu-Rei (Sarcoramphus papa) e várias espécies de gaviões, entre os quais o Brites (leucovihous). Das 30 espécies endêmicas de aves ocorrentes no Cerrado, 13 estão no Parque e 8 são ameaçadas de extinção.
O Pato - Mergulhão (Mergus Octocetaceus) raríssimo inclui o Parque em sua rota migratória e o usa para procriação. Mais de 1.000 espécies de borboletas e mariposas podem ser encontradas na Unidade. Com olhar atento cerca de 34 espécies de sapos e rãs podem ser vistos e ao menos 33 espécies de répteis ocorrem na unidade. Por sua vez, já foram vistos 160 espécies de abelhas, sendo que, seis são espécies novas para a ciência. Referentes aos peixes, ocorrem 49 espécies nos rios e córregos que nascem ou passam pela Unidade.

 

Vegetação

O Cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira, superado apenas pela Floresta Amazônica. São 2 milhões de km² espalhados por 10 estados, ou 23,1% do território brasileiro. O Cerrado é uma savana tropical na qual a vegetação herbácea coexiste com mais de 420 espécies de árvores e arbustos esparsos. O solo é ácido e de baixa fertilidade, com altos níveis de ferro e alumínio.Na porção do Bioma Cerrado preservada pelo Parque existem muitas espécies endêmicas, isto é, aquelas que só ocorrem neste lugar. Isto porque o Cerrado é de altitude com fitofisionomias raras como o Cerrado Rupestre (acima dos 900m) onde são abundantes as Canelas de Ema (Velosiáceas). Algumas espécies (antúrios, filodendros, bromélias, e orquídeas) concentram-se nas fendas das rochas e outras diretamente sobre elas, sem que haja solo. Nos Campos Rupestres vê-se com freqüência a arnica, o mandiocão e o veludo. Outras fitofisionomias estão presentes como a Mata Ciliar, Mata Seca Semidecídua, as varias formas do Cerrado Sentido Restrito e Veredas serpenteando os Campos Limpos, de aparência cinematográfica, como ilustra o Jardim de Maytréia, onde os buritis (Mauritia Flexuosa) formam um verdadeiro cartão postal. Estima-se em 50, o numero de espécies raras, endêmicas ou sob risco de extinção na área. Já foram identificadas 1.476 espécies de plantas no Parque, das 6.429 que existem no Bioma Cerrado. Só de gramíneas encontrou-se 139 espécies, de quaresmeiras 69, de orquídeas 39, sendo que destas 1.476 espécies, 9 são novas descrições.

 

Hidrografia

Num contexto geral a Chapada dos Veadeiros é o divisor de águas das bacias dos Rios Paraná e Maranhão, afluente mais alto do Rio Tocantins, portanto, já na bacia Amazônica.
No PNCV e entorno caracteriza-se por rio de Planaltos, adaptados a fraturamentos - corredeiras encaixadas , quedas d´águas , poços profundos , travessos  rápidos.

- Não navegáveis e é Extensão das bacias : Tocantins , Amazônia , Platina e do Rio São Francisco
O Rio Preto e o principal curso d´água dentro do Parque , drenado no sentido leste-oeste

 

Cabeça D´água
Quando as chuvas se intensificam no cerrado, de outubro a março, é possível  ocorrer, sobretudo nas regiões com significativos acidentes geográficos, um dos mais impressionantes, imprevisíveis e violentos fenômenos da natureza:  a Cabeça d´água 
Trata-se normalmente de grandes e carregadas nuvens, que em dias muitos  chuvosos, normalmente sem raios e trovões, chegam a tocar o topo das serras, no caso do Planalto Central Brasileiro. Quando encontram-se com nascentes altas, tornam-se liquídas e praticamente "desabam" de uma vez, provocando uma forte e imensa onda que vai inundando (e levando) tudo pelo caminho a velocidade espantosa.

Um dos locais onde o fenômeno ocorre com mais freqüência na Chapada dos Veadeiros é no Rio São Miguel, que devido a formação estreita do seu leito, o nível da água sobe de forma bem anormal, Já no Rio Preto  com suas margens bem largas , como por exemplo nas corredeiras com quase 40 metros, descartando assim o perigo imediato. 
Mas não confundir esse fenômeno com o período de cheias no rio.

 

Restrições no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros

Não  é permitido:
- O acesso de  crianças com idade menor que 5 anos, tendo em vista a dificuldade de deslocamento;

- A entrada nas áreas de visitação com bebidas alcoólicas ou qualquer outra droga, legal ou não, que limite os reflexos e a capacidade de coordenação motora do indivíduo;

- A entrada de animais domésticos;

- São proibidos o ingresso e a permanência na Unidade  de visitantes portando armas, materiais ou instrumentos destinados à corte, caça, pesca ou quaisquer outras atividades prejudiciais à fauna e à flora;

- É proibido fumar nas dependências das Áreas de Visitação;

- Não é permitida utilização de aparelhos ou instrumentos sonoros dentro do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, excetuando-se os casos necessários à fiscalização, busca e salvamento, mediante autorização expressa da administração do Parque;

 

CIDADES DE APOIO

 

SÃO JORGE

Para quem não faz questão de muito luxo, ficar hospedado na Vila de São Jorge é a melhor opção para conhecer o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. É em São Jorge que está localizada a porta de entrada do parque, enquanto a cidade de Alto Paraíso, que tem uma infra-estrutura um pouco melhor, fica à 37 quilômetros de distância e obriga o turista a realizar traslados diários até o local.

 

Mesmo simples, as acomodações em São Jorge são bastante confortáveis e, quando aliadas à deslumbrante paisagem natural do parque, funcionam como verdadeiro convite à meditação. Assim como Alto Paraíso, a Vila de São Jorge é povoada por hippies, intelectuais e artistas que gostam de se manter em contato com a natureza. Contando hoje com apenas 500 habitantes aproximadamente, a Vila chegou a abrigar cerca de 3 mil pessoas no auge do garimpo, ainda na década de 50. Um dos primeiros pontos visitados pelos turistas que chegam ali é justamente a Cachoeira da Rodoviária, que foi chamada assim porque às margens dessa cachoeira funcionava uma espécie de rodoviária, com diversos ônibus circulando com garimpeiros.

 

Segundo místicos, São Jorge é um poderoso centro de energia do planeta por possuir uma gigantesca jazida de cristal de Quartzo em seu subsolo. Todo esse cristal do subterrâneo de São Jorge foi descoberto em 1912, mas chamou atenção dos caçadores de fortuna somente 40 anos depois, quando o preço do mercado estimulava a coragem dos garimpeiros.

 

Da época restaram algumas lembranças, em especial uma casa de adobe construída em 1953 por um dos primeiros garimpeiros da região e que existe lá até hoje, tendo  passado por poucas reformas. Atualmente, a casa foi transformada em pousada. Em São Jorge também é possível comprar artesanato dos artistas locais, além de cristais de quartzo brutos dos próprios garimpeiros que ainda sobrevivem na região. Embora seja um pequeno vilarejo, em época de alta temporada não há falta de diversão. Em quase todas as noites há festa com forró e danças típicas, além de um Festival de Cultura em que artistas locais se apresentam durante uma semana de muita festa.

 

ALTO PARAÍSO

 

Não foi à toa que místicos de todo o mundo resolveram migrar para Alto Paraíso, no interior de Goiás. Localizada na região da Chapada dos Veadeiros, a cidade foi construída sobre uma enorme jazida de cristais de quartzo e é cortada pelo Paralelo 14 - o mesmo que cruza a cidade de Machu Picchu, no Peru.

 

Além de tantas características esotéricas, Alto Paraíso fica à 37 quilômetros de distância da entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em São Jorge. É a cidade próxima ao parque que possui melhor infra-estrutura turística, com bons hotéis, restaurantes, bares noturnos, e também não deixa nada a desejar quando o assunto são belezas naturais.

 

Há incontáveis cachoeiras, mirantes e paisagens naturais magníficas em toda a região. O difícil é selecionar quais passeios são os melhores devido à grande quantidade de opções. Outro passeio simples e imperdível é a visita ao "aeroporto" da cidade, uma pista construída no meio do cerrado, mas que nunca foi concluída. O lugar é um dos preferidos dos turistas que querem admirar o pôr-do-sol, mas há quem fique por ali esperando fazer contatos com seres de outros planetas.

 

Em Alto Paraíso vivem diversos terapeutas alternativos. Entre os tratamentos mais procurados estão  trabalho energético feito com as mãos, massagens terapêuticas e com cristais. Nos arredores da cidade existem várias atrações místicas como o Jardim de Maytrea, onde existe um campo de força magnético, e a Mina de Cristais, onde os turistas recolhem cristais e pisam em solo energizado. O artesanato feito na cidade também é muito especial. Utiliza flores e sementes da região para fazer arranjos decorativos chamados de "Flores do Cerrado".

 

CENTRO DE VISITANTES

O Centro de Visitantes do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é aberto à visitação pública, sendo o horário de funcionamento  8:00 horas às 12:00 horas para a entrada para as trilhas . Sendo que a saída  das trilhas  até as 18 horas, de terça-feira a domingo, permanecendo fechado às segundas-feiras, dia restrito a serviços administrativos. No Centro é possível  ter informações sobre as trilhas do Parque e entorno, O Centro de Visitantes possui uma  Exposição Permanente de fotografias de Araquém Alcântara e Íon David no seu Auditório de Palestras, com 60 lugares utilizados  para reuniões, encontros e visitas escolares. E Biblioteca do Cerrado "Fructuoso Ribeiro Rosa", com mais de  500 volumes em temas referentes ao Meio Ambiente, Lanchonete (em fase de licitação) , estacionamento para 30 veículos e acesso e  instalações sanitárias para deficientes físicos .

Em casos de feriados que incluam as segundas-feiras, o Parque permanecerá aberto neste dia, fechando no primeiro dia útil subseqüente ao feriado.
Nos períodos de férias escolares (janeiro, fevereiro e julho), a visitação é admitida todos os dias da semana.

 

ACESSO ÀS TRILHAS

A entrada de visitantes no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está condicionada ao acompanhamento por um condutor de visitantes especializado, devidamente credenciado pela administração desta Unidade e pertencente aos quadros das Associações de Condutores formalmente conveniadas com o IBAMA
O pagamento do ingresso  R$ 3,00 (podendo ser alterado) não isenta o visitante de pagamento adicional pela utilização de outros serviços, como taxas de utilização de imagens e serviços de terceiros.
Estarão isentos de pagamento do ingresso os Servidores do IBAMA que portarem Carteira Funcional, assim como, menores de 7 (sete) anos e maiores de 60 (sessenta) anos.

 

Registro de entrada
Na entrada do Parque é feito um registro dos grupos, juntamente com a assinatura de um Termo de Responsabilidade, e dados como:  telefone de emergência, cidade de procedência, estado, idade e documento (CPF/RG). Esses dados são tabulados e geram um perfil do  Visitante que freqüenta o Parque, ajudando assim  em tomadas de decisões  na área de Uso Público da Unidade.                                 

Horário de Funcionamento
O Parque está aberto à visitração de Terça a Domingo.

Entrada: das 08:00 às 12:00 horas.

Saída até às 18:00 horas· 
Em casos de feriados nas segundas-feiras, o Parque permanecerá aberto neste dia, fechando no primeiro dia útil subseqüente a ele.
Nos períodos de férias escolares (janeiro e julho), a visitação é admitida todos os dias da semana

Capacidade de Visitação
No Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros existe o controle  da capacidade de Visitação nas trilhas da Unidade, visando o manejo de impacto sendo dividido da seguinte forma:
Trilha dos Saltos:  250 pessoas         

Trilha dos Cânions:  200 pessoas


Não será admitido o ingresso de visitantes na  trilha que atingir o limite de pessoas, portanto chegue cedo na portaria em dias de grande fluxo como feriados prolongados. 

 

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