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PESQUISADORES ANALISAM REGIÃO DE CERRADO NO SUL DA AMOZÔNIA

PESQUISADORES ANALISAM REGIÃO DE CERRADO NO SUL DA AMOZÔNIA

Começou na Segunda-feira(17/11), uma missão para identificar a variedade de fauna e flora do Parque Nacional dos Campos Amazônicos.


 

Pesquisadores de várias áreas do conhecimento e analistas ambientais do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), uma equipe de 34 pessoas participarão da pesquisa. Os dados coletados servirão para elaborar o plano de manejo daquela unidade de conservação.

 

O geógrafo Maurício Silva, do Centro Regional de Porto Velho do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), explica que o Parque Nacional dos Campos Amazônicos possui 875 mil hectares e está localizado na divisa dos estados de Rondônia, Mato Grosso e Amazonas.

 

"O Parque tem vegetação de floresta e também de cerrado. Neste território há dois animais ameaçados de extinção o veado campeiro e o cervo do Pantanal. Na parte de floresta existe muita pressão do desmatamento, principalmente nos municípios de Colniza (MT) e Machadinho D´Oeste (RO)", disse.

 

O Sipam está apoiando o ICMBio com a produção de mapas e monitoramento, via satélite do desmatamento. O Parque é uma unidade de preservação integral onde só são permitidas pesquisas científicas, atividades de educação ambiental e turismo ecológico e está sob a responsabilidade do ICMBio. De acordo com a analista Érica Coutinho, do ICMBio, o Parque está ameaçado pelo avanço da fronteira agrícola e possui uma das maiores biodiversidades da Amazônia. "A partir dos estudos, teremos como estabelecer a melhor forma de gerir o Parque", disse a analista. Segundo ela, a coleta dos materiais de pesquisa da fauna e da flora irá durar 20 dias. Depois, serão feitas análises e o estágio final é o plano de manejo do Parque. "Geralmente todas estas etapas duram cinco anos, mas estamos implantando uma nova metodologia e queremos terminar o plano de manejo em 18 meses", finalizou.

 

 

Referência: Expresso MT/ TVCA

 

 

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