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Historico

Cidade: BOFETE


“Terra do Gigante”

Em 1840 apareceram os primeiros sertanistas que aqui se fixaram, vindo de Minas Gerais. Por existir grande quantidade de Samambaia passou a chamar-se o povoado de Samambaia, onde foi construída a primeira igreja católica.
No ano de 1986 o sertanista Vicente Ferreira doou uma área de terra à igreja recém-construída, bem como a imagem de Nossa Senhora da Piedade, que ficou sendo padroeira, passando essa área de terra a ser "Patrimônio Nossa Senhora da Piedade". Em 28 de fevereiro de 1866, foi elevada a categoria de destrito com o nome de freguesia do Rio Bonito. O município passou a denominar-se Bofete por força da lei 1828, de 21 de janeiro de 1921, que contava com a população de 12.700 habitantes, tendo uma área de 846 Km2.
No ano de 1913, pelo decreto estadual nº 907, foi desmembrado do município de Bofete, o distrito de Pirambóia, ficando Bofete com uma área 656 Km2, a qual mantém até hoje.
Na cidade de Bofete, houve muito progresso, más no ano de 1940 teve início o êxodo rural, em virtude de o território situar-se numa região arenosa. Em pouco tempo suas terras foram perdendo a fertilidade, as grandes causas foram as constantes queimadas e desmatamentos da área.
No ano de 1953, iniciou-se a construção de um jardim, localizado à frente da igreja a qual passou a chamar-se Praça da Matriz.

“A Lenda das Três Pedras”

Por volta de 1760, os jesuítas da Fazenda de Botucatu, da qual eram donatários, em demanda da vila de São Paulo, foram atacados pelos índios próximos aos morros. Procuraram refúgio nas três pedras, onde encontraram uma passagem escondida que levava a uma imensa caverna. Lá, depositou todo o seu tesouro. Porém acabaram mortos pelos índios, ficando sepultos junto de seus pertences.
Há quem afirme que os bandeirantes encontraram a caverna, o ouro e prata, lá acumulados; juntaram tudo que podiam e voltaram a lacrar sua entrada.
Frei Fidélis di Primiero conta que para combater o crescente culto dirigido pela “Serpente Brilhante”, Jeová enviou a terceira leva de cantores (Astecas). Foi uma luta terrível; principalmente no Brasil, onde o culto negro dominava. Quando Pay Sumé (Hércules na mitologia grega) apareceu no Templo de Botucatu, encontrou os cantores negros rasgando o ventre das mulheres grávidas, de onde tiravam o feto e ofereciam a Satã.
Pela estrada do Peabiru Pay Sumé chegou, viu e venceu; fechou o Templo e expulsou os pagãos e, perto das Três Pedras, erigiu um Templo dedicado a Deus.
Frei Fidélis publicou um artigo na revista “O Cruzeiro” (18/05/1968), tornando públicas as narrativas de inúmeros fenômenos, os quais, segundo dizem, ainda poderão ser observados em determinadas épocas, tais como a aparição de um lagarto voador, de um bezerro de ouro no pico de uma das pedras e o som de cantigas de galos e berros de animais. Relata também um fato interessante: quando se encontrava sem dinheiro, costumava visitar as Três Pedras, de onde retornava com repentina e inexplicável melhoria de situação financeira.
Certa ocasião, um rapaz chamado Marco da Pardinha, ateou fogo nas proximidades das pedras para fazer um roçado. Quando retornou, encontrou, uma alma penada que lhe perguntou: - Foi você que botou fogo na minha morada? “Agora vai se ver comigo!”. Depois disso, o Marco enlouqueceu...

“Fogo Fátuo”

Durante o verão, nas noites quentes de ventos, a mãe d’ouro sai da Pedra Furada, um lugar próximo da formação Gigante Deitado, faz uma trajetória retilínea pelo céu e depois pousa sobre a pedra do meio (Três Pedras). Dizem que ela deixa um rastro de gotas de fogo, que se transformam em pequenos pingos de ouro ao tocar o chão. Certa vez; o Sr. Colauto e sua família, moradores na região das Três Pedras viram uma enorme bola de fogo atravessar por sua fazenda e cair em algum lugar próximo da serra.
Constantes narrações de pessoas que afirma haverem assistido a espetáculos empolgantes proporcionados por uma bola de fogo. É um fogo claro e cintilante.
A bola aparece sobre as pedras, baila no céu por instantes e toma a direção do morro do Bofete. Nessa trajetória, passa por sobre a cidade iluminando toda a terra em seu caminho para desaparecer em seguida, dando a impressão de se infiltrar em algum ponto do morro. As famílias que residiram em suas proximidades diziam serem acordadas em algumas noites com um zumbido enervante produzido por rajadas de vento, motivo por que alguns historiadores passaram a denominar as pedras de “O Morro dos Ventos Uivantes” ou “Morada do Demônio”.
Houve a possibilidade de ter sido a pedra do meio o local onde os jesuítas esconderam todo o ouro que carregavam, antes de serem atacados e mortos pelos índios “Botucudos”, habitantes da serra de Botucatu. Supõe – se existir na pedra alguma entrada muito bem camuflada e por isso ainda não localizada. Essa suposição pode perfeitamente ser válida, posto que a caverna do Bairro do Estreito também tem a sua entrada secreta.
Também José Ferreira, caboclo bom na foice, e homem de palavra, conta; Eu vi! Eu, a maioria do pessoal que mora por aqui e, até uma professora da cidade. A bola de fogo saiu do morro do Tabuleiro, voou no céu e ficou pulando em cima da “Pedra do Meio”. Aquele lugar, seu moço, é a morada do “coisa ruim”.

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